vejo lá fora o sol surgir
por trás das nuvens
cinzas de outrora
ouço o som timido dos velhos pássaros
entre as sombras das folhas molhadas e
pela chuva que caiu
por toda noite entre o nada
pela chuva que caiu
por toda noite e por nada
e daqui dentro através
das minhas cortinas
vejo um fleche de luz
quase que nostaugico
que me faz levar o que irei sentir
me levando
a penúbra que faz seguir
por toda noite e por nada
a penúbra que faz seguir
de olhos abertos entre o nada
a penúbra que faz seguir
de olhos fechados
pela estrada sem fim.
Jefferson de anglesorath
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
surreal
entre qualquer coisa
me sinto qualquer coisa
e os olhos encharcados no
horizonte no infinito
no nada permaneço a espera
de um milagre que suspenso
lhe aguardo em vidros de
aguas descartaveis
e quero que tu saiba
que o homem que chora
a sua chaga adormecida e esquecida
em nossas vidas passageiras
rugas vão aparecer
anuciando que o tempo
maltrata os nossos dias.
MARCELO ISMO.
me sinto qualquer coisa
e os olhos encharcados no
horizonte no infinito
no nada permaneço a espera
de um milagre que suspenso
lhe aguardo em vidros de
aguas descartaveis
e quero que tu saiba
que o homem que chora
a sua chaga adormecida e esquecida
em nossas vidas passageiras
rugas vão aparecer
anuciando que o tempo
maltrata os nossos dias.
MARCELO ISMO.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
AMOR ETERNO
SABE O DIA EM QUE EU ERREI
FOI QUANDO EU PLANTEI
UMA CERTA FLOR EM SEU QUINTAL
JÁ FLORIDO
AONDE O CORAÇÃO BATE AFLITO
E JOGADO AO CHÃO
E NA IMENSA NOITE
VAI HÁ LUGAR NENHUM
E AO FINAL DE TUDO
VER A ESPERANÇA DE UM DIA ESTAR
ENTRE O QUE SONHEI
ENTRE O QUE DESEJEI
FLORES EM SEU JARDIM
LEMBRÁS O QUE TE PROMETI
LEMBRÁS O QUE JURASTE
AMOR ETERNO AO JARDIM
MAS NÃO FOI O QUE ACONTECEU
MARCELO ISMO.
FOI QUANDO EU PLANTEI
UMA CERTA FLOR EM SEU QUINTAL
JÁ FLORIDO
AONDE O CORAÇÃO BATE AFLITO
E JOGADO AO CHÃO
E NA IMENSA NOITE
VAI HÁ LUGAR NENHUM
E AO FINAL DE TUDO
VER A ESPERANÇA DE UM DIA ESTAR
ENTRE O QUE SONHEI
ENTRE O QUE DESEJEI
FLORES EM SEU JARDIM
LEMBRÁS O QUE TE PROMETI
LEMBRÁS O QUE JURASTE
AMOR ETERNO AO JARDIM
MAS NÃO FOI O QUE ACONTECEU
MARCELO ISMO.
ASSIM SOU EU
passos extremamente lentos
sem direção
olhos fixados ao chão
apodrecido entre larvas mentais
e estabelecida em meu cerébro
assim sou eu
assim é tudo o que há
em nossa volta
assim sou eu
assim é tudo o que há em nossas vidas.
MARCELO ISMO.
sem direção
olhos fixados ao chão
apodrecido entre larvas mentais
e estabelecida em meu cerébro
assim sou eu
assim é tudo o que há
em nossa volta
assim sou eu
assim é tudo o que há em nossas vidas.
MARCELO ISMO.
arvoredos
tenho medo dessa nostalgia
assim como temo o fim de tudo
sentindo agora o flagelo das sombras
desses arvoredos que eu mesmo plantei
a esse sol dessas manhãs
que não chegou e nunca chegará
assim como o sol
cheio de esperança
toca o meu rosto em lágrimas
como eu queria beijar
suas mãos cansadas
e sentir o seu corpo como breve fuga
e ser o vento que move
os seus cabelos
levando a longe as folhas
que repousam sobre seu outono
e o sol vai levar as condolências.
MARCELO ISMO E JERFESON DE ANGLOSORATH.
assim como temo o fim de tudo
sentindo agora o flagelo das sombras
desses arvoredos que eu mesmo plantei
a esse sol dessas manhãs
que não chegou e nunca chegará
assim como o sol
cheio de esperança
toca o meu rosto em lágrimas
como eu queria beijar
suas mãos cansadas
e sentir o seu corpo como breve fuga
e ser o vento que move
os seus cabelos
levando a longe as folhas
que repousam sobre seu outono
e o sol vai levar as condolências.
MARCELO ISMO E JERFESON DE ANGLOSORATH.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
infância
as lembranças que trago
do jardim da minha infância
de campos lindos , floridos e esquecidos
que ao longo do tempo nos feriu
deixando as folhas que cai
distante de outrora
e do castelo das flores
que sustenta e proteje
desse monstro tempo.
MARCELO ISMO E JERFENSON DE ANGLOSORATH.
do jardim da minha infância
de campos lindos , floridos e esquecidos
que ao longo do tempo nos feriu
deixando as folhas que cai
distante de outrora
e do castelo das flores
que sustenta e proteje
desse monstro tempo.
MARCELO ISMO E JERFENSON DE ANGLOSORATH.
BORBOLETAS AMARELAS
as arvores batem as folhas
em revoadas tentando voar
as borboletas nas flores claras
como um espelho
no fim de tarde
o céu se colore em harmonia como ar
e fazendo a pastoras de nuvens
sorrir do alto do céu
e vejo o véu das nuvens que se comovem
vendo as folhas soltas sobre o vento
leves como asas
arvores em revoadas se vão
fazendo sombras nas pedras quentes
e cheios de historias e derrotas passadas
como um espelho
no fim de tarde
o céu se colore em harmonia como ar
e fazendo a pastoras de nuvens
sorrir do alto do céu.
JERFESON DE ANGLOSORATH.
biografia da perda
queria tanto voar
para expressar perdão
e viver com as nossas perdas
enquantos as borboletas estiverem
me fazendo companhia
e ver de longe o seu sorriso
encantando a flor que te prometi
queria poder pousar
sobre o jardim e lembrar
com os lábios emudecidos
que um dia fiz parte da biografia
e o que perdemos não nos será devolvido
e ver de longe o seu sorriso
encantando a flor que te prometi.
MARCELO ISMO.
o grande chamado
uma voz que chama
até o jardim secreto
deitar me sobre pedras inumeradas
aceitar o destino estabelecido por você
e voz do anjo anunciando
o grande chamado
não deixei nada para trás das montanhas
o sol já se foi e tenho que partir
pois não quero que a noite arranhe a porta aberta
e a dor dos dias se acalmando
corpo flutuando
vejo como o jardim está
tão lindo e tão perfeito
não estou mas com medo
tudo parece leve agora
até o vento parou
estou pronto pra você.
MARCELO ISMO.
pedras adormecidas
andando sobre pedras adormecidas
e alizando lembranças esquecidas
aonde a luz da lua reflete abrigo
aonde troco saudades
ao amor que nunca terás
sabe por que?
o amor é como as cinzas
que ao simples toque
se esfarela com ardor
andando sobre pedras adormecida
vejo velhas aves adornadas
as belas artes
aonde a verdade e a mentira
é um simples acaso
por que temes morrer?
se padecer também é morrer!
sabe por que?
a vida é como as cinzas
que ao simples toque
se esfarela com ardor.
MARCELO ISMO.
a torre
meu cerebro descontente repousa
sobre algo que desconheço
e tenho que fechar os olhos
para que as flores não chorem
então me abraçe essa noite
e vamos dizer um para o outro
o que as flores tem pra nos deixar
pois voçê é a torre que sustenta
a mais bela da noite
e quando é que vai soprar as cinzas
que te atormenta?
e quando é que vão prestar atenção ao seus sentimentos?
e lhes dizer que estão contigo?
por que voçês estão do lado de fora da casa adormecida?
não ve que a noite pensa e lhes dar
algo verdadeiro as suas vidas!
então me abraçe essa noite
e vamos dizer um para o outro
o que as flores tem pra nos deixar
pois voçê é a torre que sustenta a mais bela da noite desesperada.
MARCELO ISMO.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
carrocel de ecos
por que sublinhaste na mas terrivel
sombra de mim mesmo
com ecos por toda parte
e sem ti
quem é que me ouve?
a não ser minha dor
causando gritos horrendos
o desconhecido serve as chaves
para um novo portal
e eu digo não
e vá embora
e me deixe com que restou
pois as flores estão do meu lado
e amanhã estarei diante da luz
e voçê escondida no meu flanco
aonde não possa me ferir
e me perdoe
vou encontrar me com minhas flores
e dizer a elas o quanto as amo.
marcelo ismo.
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